O Waking Life é a criação de um espaço vivo durante todo ano, dedicado a fazer mexer. 

Espíritos que se meneiam com ideias inspiradoras; ancas que se movem para um espectro de som; palavras e ouvidos envolvidos por conversas nos movem; pés que se movimentam na água fresca do lago; dedos que mexem a terra, plantam, regeneram. Pupilas comovidas que absorvem inspiração. Cérebros e mãos que, no seu movimento, desfazem nós e criam laços. O Waking Life procura mover aqueles que entram na sua órbita e, nesse movimento, empurrá-los para adiante, experimentando, ousando, dançando, fazendo.

Muito antes do ser humano, já o rouxinol e o estorninho preenchiam os ares do Alentejo com a mais bela música. Em volta do lago, o ritmo de diferentes instrumentos e o som de estranhas máquinas conversando entre si. 

A performance imersiva confronta, desafia e diverte, a arte estimulante que faz cócegas à fantasia, a tela que nos transporta para viagens distantes, interagir, tocar, e descobrir todo um universo enquanto se vagueia pelo Waking Life.

Apuro. Espaços de reflexão, contemplação, diálogo, aprendizagem, sentimento, envolvência. Sempre em evolução. Precisamos de fazer uma pausa e ouvir profundamente, para ver profundamente. Para mudar as perspectivas e libertarmo-nos do mundo condicionado em que vivemos. Corpos e mentes são convidados a fundir-se, o indivíduo torna-se o colectivo e o caleidoscópio de ideias, pele, palavras e ossos procura uma síntese entusiástica.

Além do encontro anual em agosto, o Waking Life acolhe residências artísticas, workshops e projetos, e abraça voluntários na sua comunidade.